Construir uma carteira de investimentos é, antes de mais, um exercício de planeamento e execução. Não se trata simplesmente de escolher os activos que apresentam maior rentabilidade, mas de determinar quais os activos que, em conjunto, melhor podem contribuir para alcançar os objectivos definidos pelo investidor.


O ponto de partida é, por isso, o objectivo.


Quanto pretende acumular? Em quanto tempo? Precisa de rendimento periódico ou pretende sobretudo valorização do capital? Qual o nível de liquidez de que poderá necessitar?


Estas respostas permitem estabelecer o horizonte do investimento e os limites da estratégia. Afinal, quem não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve.


Definido o objectivo, vem a avaliação do perfil de risco. Investidores conservadores, moderados ou agressivos não deverão construir as suas carteiras da mesma forma. A capacidade de suportar oscilações, perdas temporárias e diferentes níveis de volatilidade influencia directamente a composição da carteira.


Só então faz sentido olhar para os activos disponíveis no mercado.


No contexto da BODIVA, por exemplo, o investidor pode encontrar diferentes alternativas de investimento, com características distintas em termos de prazo, risco, liquidez e retorno. O trabalho consiste em analisar essas características e determinar quanto capital deve ser destinado a cada instrumento, em vez de concentrar toda a carteira numa única oportunidade.


É aqui que entra a alocação de activos.


Uma carteira bem estruturada procura combinar diferentes instrumentos de acordo com a função que cada um desempenha dentro da estratégia: preservação de capital, geração de rendimento, crescimento patrimonial ou liquidez. 


E a construção não termina no investimento inicial.


A definição de reforços periódicos de capital permite aumentar gradualmente o montante investido e transformar o investimento num processo contínuo. Ao mesmo tempo, o acompanhamento da carteira permite verificar se a sua composição continua adequada aos objectivos inicialmente definidos.


Porque os mercados mudam. Os activos mudam. E os próprios objectivos do investidor também podem mudar.


Por isso, a carteira óptima não é uma carteira fixa.

É uma carteira construída com propósito, acompanhada com disciplina e ajustada sempre que necessário.

No final, investir bem não significa procurar permanentemente o activo com maior retorno. Significa construir uma combinação de activos que permita maximizar a probabilidade de atingir os objectivos definidos, dentro do nível de risco que o investidor está disposto e é capaz de assumir.


Camel Partners – Parceiros no crescimento, valor que perdura